O futebol ensina

 

por Hubert Alquéres

O futebol ensina, em certa medida, um pouco de democracia ao Brasil. Bons professores nesta época de Copa do Mundo podem aproveitar para reforçar valores e princípios nos seus alunos. Também podem mostrar exemplos de superação, a força do planejamento e disciplina para se atingir uma meta ou da meritocracia no competitivo mundo dos esportes.

José Miguel Wisnik lembra que o jogo sempre começa em zero a zero e submete as duas equipes às mesmas regras, colocando seus praticantes em condições de igualdade no momento da disputa. Há, claro, resultados alterados por erros de arbitragem e nem sempre vence o melhor. Mas qual seria a graça se não houvesse a zebra, o “árbitro de video” e a mãe do juiz para ser xingada particularmente quando ele pisa na bola?

As vaias, o xingatório, os gritos de guerra, a paixão pelo time que se torce são democráticos e legítimos, desde que não descambem para a violência. O futebol veio à luz do dia para promover a saudável competição, divertir o povo e encantá-lo com a sua magia. A violência de torcidas organizadas é uma barbaridade, uma negação da essência democrática do futebol.

O esporte também valoriza o mérito e não faz discriminação alguma, todos podem praticar, seja rico ou pobre, branco ou negro, feio ou bonito, gay, hétero ou trans. Teoricamente é assim. Mas a homofobia e o racismo existentes na sociedade permeiam também o futebol e outros esportes. Discriminações como as sofridas por Tinga, Aranha, Daniel Alves e outros, por causa da cor de sua pele, são o oposto da democracia esportiva, cheira mais a fascismo.

Pés de lã

Não foram poucos os nossos intelectuais que voltaram sua atenção e pesquisas a um tema que fascina o Brasil e o mundo, o futebol. Esporte que determina comportamentos culturais em todo o planeta, entre nós o futebol ultrapassou as referências ditas populares. Além de discutido nas mesas redondas e programas esportivos da maioria dos canais de televisão, passou a ser também tema de discussões e debates universitários.

O futebol, que foi objeto de utilização política no governo militar, e considerado alienante nos bancos de nossas academias, durante muito tempo recebeu de nossos grandes poetas e cronistas outro tratamento. Eles foram mais sábios. Reverenciaram o dom e a mestria de nossos jogadores. Lembro aqui, para citar apenas alguns cronistas, Sergio Porto (Stanislaw Ponte Preta), Nelson Rodrigues, Rubem Braga, Ruy Castro, além dos poetas Ferreira Gullar, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e João Cabral de Melo Neto, que jogou futebol. Mesmo Oswald de Andrade, a propósito de uma excursão europeia triunfal do Clube Atlético Paulistano, inventou um poema quase que estritamente numérico comentando a derrota do time diante do Futebol Clube de Cette (hoje Sète, no sul da França).

Esse jogo e o poema de Oswald foram um dos motes para o filósofo Bento Prado Jr. escrever sobre “literatura e o mistério da bola”. Nele, relembra toda a sorte de metáforas e expressões criadas para designar lances de futebol: entrar com o pé direito, fazer finca-pé, saber onde por o pé, usar pés de lã, entre outros. Chico Buarque, que não apenas se interessa por futebol, mas o pratica pelo menos três vezes por semana, apropria-se da expressão pés de lã em sua canção “Leve”, em parceria com Carlinhos Vergueiro. Seu lado de torcedor também está exposto na música “Bom Tempo”: “Vou satisfeito/ a alegria batendo no peito./ O radinho contando direito/ a vitória do meu tricolor./ Vou que vou”.

Quatro cantos

A arte, a glória, o apogeu, a vida amarga e a decadência de um craque que fez o mundo sorrir estão brilhantemente descritas na memorável biografia de autoria de Ruy Castro, Estrela Solitária. Um brasileiro chamado Garrincha. Nelson Rodrigues, por sua vez, reverenciou a genialidade de um garoto de 17 anos, depois de assistir a partida do Santos contra o América do Rio, na qual Pelé marcou quatro gols, um deles de placa. O “Ameriquinha” de 1958 era gente grande, mas Pelé era imbatível. Talvez Nelson Rodrigues tenha sido o primeiro a chamá-lo de rei: “O que nós chamamos de realeza é, acima de todo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: a de se sentir rei, da cabeça aos pés”.

Espelho da paixão brasileira, nossos craques eternizaram o futebol como legítimo e inigualável produto nacional, impregnado na memória de todos os amantes desse esporte espalhados pelos quatro cantos do planeta. Nossos poetas, cantores, escritores e intelectuais são de carne e osso. Renderam-se à magia do mundo da bola e nestas semanas estarão com os olhos fixos na telinha, fazendo figa para que o Brasil ganhe mais uma Copa e seja hexacampeão mundial.

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Hubert Alquéres é diretor do Colégio Bandeirantes, membro do Conselho Estadual de Educação e vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro. Presidiu a Imprensa Oficial de São Paulo (2003-2011) e foi secretário adjunto na Secretaria Estadual de Educação SP (1995-2002).

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Este artigo foi publicado originalmente no site do jornal O Estado de S.Paulo:

https://educacao.estadao.com.br/blogs/colegio-bandeirantes/o-futebol-ensina/

PSDB trinta anos depois

O trigésimo aniversário do PSDB virou um evento quase clandestino

A comemoração dos trinta anos do Partido da Social Democracia Brasileira se dá em ambiente completamente diferente de quando comemorou um quarto de século. À época, o partido realizou um ato público na Câmara Federal em clima de alto astral, com suas principais lideranças reverenciando sua história como sendo a legenda que mudou a face do Brasil com o plano Real. O futuro parecia sorrir para os tucanos. Seu presidenciável, o hoje enroladíssimo Aécio Neves, oferecia enorme expectativa de poder.

Cinco anos após, o trigésimo aniversário do PSDB virou um evento quase clandestino em um salão de hotel de Brasília. É como se os tucanos não tivessem o que comemorar face o seu divórcio com as ruas e a situação aflitiva de seu atual presidenciável, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin.

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Quando veio à luz do dia, em 25 de junho de 1988, o PSDB se dispunha a ser uma alternativa para o “povo brasileiro chocado com o espetáculo do fisiologismo político e da corrupção impune; descrente de partidos políticos que não correspondem ao voto de confiança recebido do eleitorado”.

Em seu manifesto de fundação anunciava que “o novo partido nasce longe das benesses oficiais, mas perto do pulsar das ruas”. Três décadas depois a legenda perdeu boa parte de sua conexão com a sociedade e vê suas principais lideranças atingidas por denúncias de práticas nada republicanas. Diga-se, práticas expressamente repudiadas no ato solene de sua fundação.

Não se pode fazer uma justa apreciação dos trinta anos da socialdemocracia brasileira levando-se em conta apenas o atual momento. Inegavelmente o PSDB, que teve na sua fundação homens públicos como Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro, José Richa, José Serra e tantos outros, deu enormes contribuições ao país quando se erigiu ao poder.

Citemos algumas: a estabilização da moeda com o fim da espiral inflacionária, o saneamento do sistema financeiro, as privatizações que democratizaram o acesso à telefonia, a introdução dos fundamentos macroeconômicos, a lei da Responsabilidade Fiscal, a criação das agências reguladoras. No plano social o governo FHC iniciou as políticas de transferências de renda, promoveu um amplo acesso ao ensino fundamental, criou um programa de combate a AIDS reconhecido mundialmente.

Mas ao votar para a planície o PSDB não soube defender seu legado e perdeu identidade. Na disputa presidencial de 2002 assumiu um discurso de candidatura de ruptura com o governo FHC. Em 2006 renegou as privatizações. Na oposição, votou contra a CPMF e esbraveja contra a reeleição, o mandato de 4 anos e até a urna eletrônica, tudo instituído quando era governo.

Queimou ainda seu ativo ético. Umas mais, outras menos, algumas de suas principais lideranças foram atingidas por denúncias de corrupção, o que explica, em grande medida, a difícil situação eleitoral da legenda e de seu presidenciável. Ideologicamente se desfigurou ao escancarar suas portas para políticos sem o menor verniz socialdemocrata.

Isto não quer dizer que o PSDB tenha perdido um sentido histórico ou esteja condenado a desaparecer. Mas sem um aggiornamento capaz de resgatar os valores que estão lá na sua origem, será impossível renascer das cinzas.

O trigésimo aniversário deveria servir para uma reflexão madura e profunda, passo decisivo na sua reinvenção. Do contrário continuará a ser um a mais no balaio dos mesmos.

Hubert Alquéres é professor e membro do Conselho Estadual de Educação (SP). Lecionou na Escola Politécnica da USP e no Colégio Bandeirantes e foi secretário-adjunto de Educação do Governo do Estado de São Paulo 

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Este artigo foi publicado originalmente no site da revista Veja, no Blog do Noblat:

PSDB trinta anos depois

Divisor de águas

A disputa presidencial vai esquentar e será inescapável aos presidenciáveis se posicionar sobre duas grandes questões que tendem a conformar os campos no grande embate nacional. O primeiro deles diz respeito ao modelo a ser seguido para o Brasil alcançar o crescimento sustentado e o segundo se refere ao enfrentamento da iniquidade social.

Subjacente a eles está o debate sobre o papel do Estado, onde também é nítida a existência de concepções antagônicas.

Na economia esse choque se dá entre uma proposta de um modelo de desenvolvimento “autocno”, pautado no retorno do nacional-estatismo, e um modelo “cosmopolita” centrado na integração competitiva do Brasil na economia internacional.

A grosso modo, no primeiro bloco estão os candidatos da esquerda, além de Jair Bolsonaro, um estatista enrustido.

Os chamados candidatos do centro e Marina Silva, com nuances entre si, constituem o pelotão dos “cosmopolitas”.

Com o malogro do governo de Dilma Rousseff, a esquerda mergulhou nas teses dos anos 50, quando o Estado era visto como o grande indutor do desenvolvimento econômico e o capital externo como uma ameaça à soberania nacional. O pensamento cepalino está de volta e leva os candidatos deste campo a condenar as privatizações e a enxergar o Brasil como uma semicolônia exportadora de bens primários. Para eles o Estado tem o papel estratégico de produtor e financiador.

A corrente oposta entende que no mundo globalizado a única possibilidade de o país saltar para o rol de nações desenvolvidas está na sua integração nas cadeias produtivas globais, por meios de ganhos de produtividade, o que é impossível de ser alcançado por meio de uma economia fechada.

O agronegócio, em vez de ser a expressão de uma relação arcaica, seria uma experiência bem sucedida de integração competitiva nas cadeias globais, assim como o é a Embraer. Nessa realidade, o papel do Estado já não seria mais o dos anos 50, quando teve uma presença ativa na economia.

O segundo divisor de águas é o enfrentamento da disparidade social, que tende a aumentar extraordinariamente com Quarta Revolução industrial. Candidatos adeptos ao neoliberalismo radical entendem que o mercado, por si só, resolverá a questão da iniquidade. Os mais fundamentalistas chegam a afirmar que o Brasil não é um país desigual, é um país ineficiente.

Nem nos Estados Unidos, a experiência mais bem sucedida de economia de mercado, as coisas aconteceram assim. A desigualdade não será superada por geração espontânea. Não basta dotar a economia de racionalidade, é necessária uma ação forte do Estado no sentido de provedor de condições mais igualitárias. E mesmo em uma economia aberta continuará a ter seu papel, tanto como regulador do mercado, como no estímulo à inovação.

Não estamos diante de um debate acadêmico. A depender do resultado das urnas o Brasil pode dar o salto para um país desenvolvido e socialmente justo. Ou pode perder o bonde da história e perpetuar a iniquidade.

Hubert Alquéres é professor e membro do Conselho Estadual de Educação (SP). Lecionou na Escola Politécnica da USP e no Colégio Bandeirantes e foi secretário-adjunto de Educação do Governo do Estado de S.Paulo 

A turma da carroceria

Leonel Brizola costumava dividir seus aliados entre os que iam na carroceria do seu caminhão e os privilegiados que tinham direito de ir na boleia. Esses eram os aliados históricos com os quais dizia ter afinidade ideológica. Os outros eram companheiros de viagem que poderiam ser espirrados do caminhão quando essa aliança fosse um estorvo.

Ciro Gomes adaptou a frase do velho caudilho. No seu guarda-chuva teriam lugar especial o PC do B e o PSB para assegurar a “hegemonia moral e intelectual” da esquerda, tanto de sua campanha como em um eventual governo. No segundo momento, buscaria se compor com a turma da carroceria – DEM, PP, PR, entre outros – rebaixados pelo presidenciável a aliados de segunda categoria.

Não se sabe se a estratégia de Ciro repetirá o que aconteceu nos governos lulopetistas. À época, em vez de assegurarem a “hegemonia intelectual e moral”, os partidos de esquerda renderam-se ao fisiologismo e ao patrimonialismo. Mas isto é uma questão a ser esclarecida a longo prazo, na hipótese de uma vitória do pedetista, o que está longe de se confirmar.

De imediato há um início de namoro entre o DEM, o PP e Ciro, apesar do incômodo provocado pela frase desastrosa do pedetista. Em política não vale muito esse negócio de que água e óleo não se misturam.

As posições do DEM sobre previdência, privatização, ajuste fiscal, reforma trabalhista são inteiramente antagônicas ao “nacional-estatismo” de Ciro, mas o oportunismo eleitoral anima a hipótese de um casamento de conveniência.

Desde que Maia foi alçado ao status de novo Rei do “Centrão”, o bloco tem atuado no sentido de assegurar sua fatia no poder e de manter o controle da Câmara de Deputados. Por outro lado, a coerência nunca foi o forte de Ciro. Hoje defende uma coisa, amanhã outra, como se sempre tivesse a mesma posição. A aliança com o DEM, a quem sempre demonizou, sem nenhum trocadilho, tornaria o pedetista mais palatável ao mercado que tanto abominou em passado recente.

Como a candidatura de Rodrigo Maia não alçou voo e se mantém com índice baixíssimo nas pesquisas, o presidente da Câmara redirecionou sua estratégia. Ao lado do PP, Solidariedade e PR está à cata de outro eixo gravitacional. A hipótese da candidatura de Josué Alencar é uma operação de alto risco, com poucas chances de se materializar. Teria de ser testada em pesquisas e ainda verificada quanto ao tempo hábil de vir a preencher o vácuo dos 34% dos entrevistados do Datafolha: sem candidato ou dispostos a se abster ou anular o voto.

O namoro da turma da carroceria com o pedetista se dá também pela situação aflitiva da candidatura de Geraldo Alckmin, que a cada pesquisa se complica um pouco mais. Sem oferecer perspectiva de poder, o tucano tem a sua margem de manobra reduzida e será quem mais perderá na hipótese de se concretizar a aliança entre o DEM e o candidato do PDT.

Não há coerência nesse casamento, mas quem disse que Ciro e o Centrão primam pela coerência?

Hubert Alquéres é professor e membro do Conselho Estadual de Educação (SP). Lecionou na Escola Politécnica da USP e no Colégio Bandeirantes e foi secretário-adjunto de Educação do Governo do Estado de São Paulo

Frente Ampla do Populismo

Pedro Parente tinha tudo para ser uma unanimidade nacional. Antes de sua gestão, a Petrobrás ocupava as páginas policiais. Parente herdou uma dívida de R$ 450 bilhões, a maior dívida corporativa do mundo no setor do petróleo. A estatal monopolista vinha de dois anos sucessivos de prejuízo e sua dívida era quase cinco vezes superior à sua geração de caixa quando o recomendável é que seja no máximo de duas vezes.

As causas da hecatombe são sobejamente conhecidas: corrupção em larga escala patrocinada pelo lulopetismo, investimentos desastrosos, obrigação da Petrobrás estar presente em toda exploração do Pré-sal e o represamento dos preços de seus produtos. Só nessa brincadeira o governo da presidente Dilma Rousseff deu um prejuízo de R$ 59 bilhões à estatal.

Em dois anos Pedro Parente reverteu o quadro. A Petrobrás voltou aos cadernos de economia, a relação dívida/geração de caixa em 2018 será de 2,5; a empresa retomou sua capacidade de investimento e teve um lucro de R$ 6,7 bilhões só no primeiro trimestre deste ano. Voltou a distribuir dividendos para seus acionistas, resgatando sua credibilidade internacional. A venda de ativos, o desaparelhamento e a nova política de preços foram decisivas para a sua recuperação.

Pedro Parente caiu por diversos fatores. O primeiro foi querer mudar a natureza do animal. Afinal, a Petrobras é uma empresa estatal. Eliminar interferência política é querer demais, impossível até com a criação de regras “eficientes” de intervenção. O melhor mesmo seria acabar com o monopólio e privatizá-la.

Além disso, Pedro Parente errou feio ao trazer para os derivados de petróleo, cobrados em reais, a volatilidade diária do preço do barril lá fora, potencializada pela flutuação cambial.

Sua queda também se deu pela confluência de interesses ideológicos, eleitoreiros e de um governo frágil e pusilânime, incapaz de defender um de seus poucos ativos.

Neste caso a Frente Ampla do Populismo vai do ministro Moreira Franco à Federação Única dos Petroleiros, passando ainda por Jair Bolsonaro. Nessa arca de Noé estão os presidentes do Senado e da Câmara, tucanos como o senador Cássio Cunha Lima, Ciro Gomes, a esquerda estatocrata, viúvas da ditadura e os partidos do Centrão. O próprio presidente Michel Temer aderiu ao cordão dos irresponsáveis, com concessões descabidas aos caminhoneiros e declarações dúbias quanto à política de preços da Petrobrás.

Os presidenciáveis da esquerda bombardearam a política de Pedro Parente porque querem o retorno do modelo do represamento dos preços. O candidato da extrema direita apoiou o locaute do setor de transportes por ser beneficiário de uma desordem social. E os oportunistas de diversas colorações partidárias para surfar na onda do movimento dos caminhoneiros.

Não se esperava outra coisa desses atores. O lamentável é o silêncio sepulcral de candidatos a priori comprometidos com a estabilidade e a credibilidade da política econômica. De Marina Silva e Geraldo Alckmin não se ouviu uma palavra de condenação às bondades concedidas aos “caminhoneiros” ou de defesa de Pedro Parente.

Pensávamos o Brasil livre da reserva de mercado e do represamento dos preços, quem sabe um dia livre de empresas estatais monopolistas.

As concessões de Temer trazem de volta fantasmas do passado. Hoje a política de preços da Petrobrás, amanhã o teto dos gastos. Hoje o diesel, amanhã a gasolina e o gás.

O amanhã está próximo: o governo já estuda medidas para conter o preço da gasolina e do gás. É o chamado represamento disfarçado dos preços, com o fardo da conta caindo nas costas da sociedade.

Em ano eleitoral, a voracidade do populismo é insaciável.

Hubert Alquéres é professor e membro do Conselho Estadual de Educação (SP). Lecionou na Escola Politécnica da USP e no Colégio Bandeirantes e foi secretário-adjunto de Educação do Governo do Estado de São Paulo