A Arte do Riso

por HUBERT ALQUERES

charge spacca

Um dedo perdido, membro fantasma que se transforma em consciencia crítica, inquisidora. Um dedo que já apontou para falcatruas e mal feitos, mas que agora se volta contra o próprio dono, rasteja em sua direção, sempre apontando, acusando. E o espanto no meio da noite, com os olhos esbugalhados, insone, um personagem acuado, fragil, tenta se proteger puxando as cobertas para cima. No lugar do sono dos justos, um pesadelo surrealista. Claros e escuros. Veja no desenho onde está Continuar lendo

Em tempo de Murici, cada um cuida de si

por HUBERT ALQUERES

As chances de Dilma colher importantes derrotas no Congresso Nacional aumentam a cada dia. Teimosamente, o governo ainda não fez mudanças na interface com o mundo da política, particularmente com o Congresso e com o PMDB, que é quem manda de fato no Parlamento. Talvez porque Dilma não queira dar o braço a torcer. Ou talvez por não ter alternativas viáveis: há uma indigência de quadros de primeira grandeza, nas hostes petistas e lulistas.
Um dos possíveis substitutos de Ideli Salvatti é Continuar lendo

Congresso: Dilma não entendeu os novos tempos

por HUBERT ALQUÉRES

A presidente Dilma está cometendo um grave erro nas suas relações com o Congresso, ao agir à moda antiga: enquadrar os parlamentares de sua base com a liberação, em doses, das emendas parlamentares. Isto funcionava até antes das manifestações de junho, quando o Poder Legislativo, se submetia ao papel de ser um anexo do Executivo.
Com a presidente em alta em matéria de popularidade, o toma-lá-dá-cá findava por aplacar a rebeldia da base governista, embora muitos parlamentares torcessem o nariz para a baixa qualidade da articulação política do governo e para a ojeriza da presidente em relação ao mundo da política.
Mas os tempos são outros. A popularidade de Dilma foi ladeira abaixo. Os parlamentares, por sua vez perceberam que Continuar lendo